É O…

É o Saci Urbano!

HORA-AÇÃO (ORAÇÃO) DE TODOS OS SACIS | Time-action (prayer) of all sacis | Tiempo de acción (la oración) de todos los sacis

Imagem“Pai Nosso” que estais nos nortes

“Our Father” who art in the North

“Padre Nuestro” que estás en el Norte

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Amaldiçoado seja o vosso império

Cursed be thy empire

Maldito sea tu imperio

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Sobre nós, o vosso reino

About we thy kingdom

Arriba de nosotros, tu reino

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Sempre impondo a vossa vontade

Ever imposing thy will

Siempre impone su voluntad

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Aqui na América Latina como na Arábia Saudita

Here in Latin America as in Saudi Arabia

En la América Latina como en Arabia

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O pão vosso de cada dia nós não queremos mais

Keep this day your daily bread

Tu pan de cada día ya no lo queremos

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Não perdoamos o quanto nos tem ofendido

We do not forgive your trespasses

No perdonamos tus mentiras

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 E não cairemos em tentação

 And thou will not lead us into temptation

 Y no vamos a caer en la tentación

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Mas livrai-nos desse mal.

But deliver us from this evil.

Y líbranos de este mal.

amém

As aparições de 2011

Este espaço virtual criou uma nova página com registros de algumas aparições que o Saci Urbano fez no ano de 2011.

A nova página APARIÇÕES2011 é acessável pelo linqui – http://eosaciurbano.org/aparicoes2011/ -e ficará fixada no cabeçalho deste sítio.

É O…

Soltem os sacis!

Em Botucatu…

O sotaque é de interior paulista, sô.

 

E lá fizeram festa do saci.

Dizem que existem criadouros de sacis na terra dos “bons ares” *.

 

Se antes  seus criadores os prendiam na garrafa,

Agora não mais.

 

Pois o Sasçu exige a liberdade para todos os seres.

Porque é um pecado contra a natureza querer amansar um saci.

 

à frente, escultura de Pedro Cesar

As “pessoas avançadas” de lá

São como as “pessoas atrasadas” da capital

 

Que também não acreditam em  sacis.

Dizem que isso é pra quem não tem o que fazer – tipo: conversa pra boi dormir.

 

Mesmo assim…

 

Aquela pequena cidade (quase que rural)

Comemorou no ano de dois mil e onze

O décimo-primeiro FESTIVAL NACIONAL DO SACI.

 

Que seja para resgatar a cultura caipira, sô.

E por em prática o que ainda lhe resta de sertanejo – sem códigos de barra.

 

Pois, nesses lugares onde a terra está cheia de donos,

Ainda há de se escutar numa conversa de caboclos…

A letra (R) completar uma “vorta” inteira,

Sem ter que derrapar na da frente

E nem se arranhar na de trás.

 

.|.

botucatu é uma expressão da língua tupi-guarani que, em português, significa “bons ares”.*

 

Sorria!!!

Pois o seu espírito pode ser refletido!

 

 

O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 - Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 - A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Epitáfios

 
 

Um minuto de silêncio, por favor!

Pela morte da cidade.

A cidade agora é só jazigos espalhados,

Escondidos sob o véu do indivíduo

 Com epitáfios para as suas substâncias,

Embora falecidas.

Porque em meio ao caos

A cidade é cotidianamente sepultada. 

 

 

Marca/aparição censurada pelo poder público

Aqui Jaz

A consciência,

A paciência,

A dignidade,

O respeito,

O bom senso,

O direito,

O moral,

A morada,

O solidário,

A infância,

A criança,

O lúdico,

A tolerância,

O humano,

O natural,

A paz,

O amor,

A família,

O ar puro,

A tradição,

A amizade,

A liberdade.

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

 Disso eu não sabia. Mas agora sei.

O Saci Urbano me disse que ele só mostrará o seu rosto em suas aparições quando realmente for necessário e está para surgir essa necessidade, caso o projeto do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no estado do Pará, for executado.

Vocês nem imaginam o que pode acontecer se o Sasçu decidir mostrar o rosto…

O que eu sei – e foi o próprio que me disse – é que suas aparições não serão nada pacíficas. Muita coisa NEGATIVA poderá acontecer. Sei que terá muito barulho, fogo, desastres urbanos nas maiores metrópoles do Brasil e os focos para os seus eventos serão os lugares onde estão os conglomerados do poder, seja este político, empresarial ou rural.

É melhor que as coisas fiquem como estão, porque, se eu fosse você, meu amigo… Não pagaria nenhum tostão furado para ver a face do Saci Urbano; nem com moeda chinesa.Nem morto.

Só os sacis mesmo para ter tamanhas razões para suas proezas e digo-lhes o seguinte: que essa espécie de “seres não-capturáveis” prevê muito bem o futuro.

O Sasçu sabe que só quem ganhará com essas obras megalomaníacas são os homens brancos que governam este país, seja em cargos públicos ou na presidência de grandes empresas e instituições, desde sempre capitalistas e servos dos interesses de países do primeiro mundo, tão mal-sucedidos do ponto de vista ambiental.

E talvez seja por isso que o Saci Urbano, em suas raras aparições na Amazônia, tenha visto a quantidade de gringos corporativos transitando em cidades cercadas de tantas riquezas naturais.

O que um povo do Rio Xingu, que vive de acordo com sábios ensinamentos ancestrais, tem a ver com o seu banho quente, senhora? O que eles têm a ver com o seu carro do ano, senhor? O que eles têm a ver com o seu novo emprego e /ou primeiro emprego, jovem alienado?

Você gostaria que uma ordem de despejo, vinda de uma instituição da qual você é sócio e à qual paga contribuição todo mês, lhe tirasse o direito de ser o que é?

A “raça superior” ainda não conseguiu mostrar a sua superioridade, da qual tanto se vangloria, pois para fazer algo a favor do desenvolvimento e do progresso de seus povos sempre se limita a escorraçar uma “raça inferior” do caminho… E esse caminho, aonde vai dar? Alguém sabe me dizer? Tente me explicar para me convencer do contrário! Só não tente convencer o Saci Urbano porque senão ele há de ficar bem mais nervoso com essa história. Ah fica sim, que eu sei! Oras!

Para os desinformados sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, segue os “linquis” contendo necessárias informações a respeito:

http://www.brasiloeste.com.br/noticia/2189/usina-belo-monte-xingu

http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp

Belo Monte (PDF do RIMA_AHE Belo Monte)

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

 

É natal…

Para essa  última postagem do ano, deixarei que a imagem fale por si só…

Desejamos para todos os leitores desse blogue uma boa e sincera reunião entre família, porque o momento propicia isso mesmo, que é o que vale a pena.

Em nota: O Marcelo – grande apreciador do Saci Urbano –  já tinha visto essa aparição e sugeriu a idéia.

É O…

A velocidade do tempo

Do Tempo em que o Sasçu (Saci Urbano) fez suas primeiras aparições na cidade, pela minha observação, percebi que o tal ficou muito assustado com a correria do dia-a-dia. 

E olha que sacis não são de se assustarem com pouca coisa não. Só então eu percebi que ele havia se assustado com o Tempo na cidade. 

Foi então que notei o Tempo

E percebi que o Tempo já não é mais o mesmo Tempo

De 10 ou 20 tempos atrás

Eu não posso dar mais Tempo para essa frase

Pois graças ao Tempo

Eu ainda não atingi meus 30 ciclos de tempos nessa vida 

– Se  é que terei Tempo para outra vida .

Vejo que a velocidade das coisas sobre o Tempo torna-se algo assustador para qualquer saci. 

O Tempo em questão pode significar um ciclo de segundos, de minutos, horas, meio[s]-dia[s], semanas, meses, anos etcetera, que significa uma gama de Tempo… 

1 segundo pesa dez décimos de Tempo

1 minuto pesa sessenta segundos de Tempo

1 hora pesa sessenta minutos de Tempo

1 vida pesa o Tempo que for preciso. 

E de quanto Tempo precisamos para atender o nosso Tempo de vida? 

Disseram, Tempos atrás, que os sacis precisam de sete ciclos de Tempo para nascer e se jogar no mundo afora, com o Tempo de setenta e sete tempos de vida. É por isso que ele é um ser libertário e adora brincar com o Tempo das pessoas: porque ele já sabe o Tempo que tem para viver. 

Para os animais selvagens o Tempo que lhes resta é o tempo da sobrevivência na selva. 

As árvores, tempos atrás, não se preocupavam com o Tempo, mas nos tempos de hoje o que lhes resta é o Tempo, até serem serradas pelos humanos.

Humanos são seres vivos que subestimam o Tempo.

Os humanos pensam que sabem sobre o Tempo;

Os humanos não sabem nem o Tempo que têm. 

Os humanos se organizam pelo Tempo.

Matam-se pelo Tempo.

Matam pelo Tempo.

Matam o Tempo.

E o Tempo os mata também.

 
 

 

É O…Saci Urbano surfando no trem

Da 
Estação Rio Grande da Serra
à
Estação Luz
...Tempo de viajem_________55minutos...
05h45

 

05h50

 Da 
Estação Brás
à
Estação Mauá
 
...Tempo de Viajem_______40 minutos...
 

14h45

Da
Estação Luz
à
Estação Rio Grande da Serra
 
...Tempo de Viajem_________55 minutos...

18h15

 

19h30
No dia seguinte
 Tudo outra vez____________________...

Saci Urbano para Cidadão. Vote 777

Faltam poucos dias para as eleições deste ano de 2010, e o Saci Urbano logo viu a demanda de lixo visual nas calçadas e nas ilhas de muitas avenidas das cidades metropolitanas deste estado paulista de ser.

Conferiu o crime ambiental cometido pelos próprios candidatos a eleição –  uma vez que outros dessa mesma espécie, criaram leis para punir os artistas de rua que deixam marcas visuais  bem mais interessantes que essa sujeira deslavada desses “puliticos” mal-feitores.

Olhando tudo isso, cheguei à conclusão de que o Sasçu (Abreviação de Saci Urbano – sem se prender as normas da ABNT.) faria uma brincadeira com essa situação vergonhosa para o bom senso dos “cidadãos”. 

Foi então que apareceram algumas marcas de aparições com uma suposta campanha do Sasçu para Candidato a cidadão brasileiro.

Hahaha!… Mas é claro que o Sasçu jamais quisera se tornar um cidadão deste país, pois assim ele estaria sentenciado a sua prisão de estado.

Estaria nas mãos do governo para ser mautratado de forma sutil e despercebido.

Teria que dançar conforme a “musica de câmaras” – se é que me entende!?… Não esbanjaria mais dessa liberdade natural que tem de aparecer “aqui-e-a-colá”.

Estaria preso no consumismo, que ao meu entendimento é o carro chefe deste progresso destrutivo que vivemos a cada dia.

Resultado disso é a crescente economia do país, – o que parece ser bom –  como também a crescente desgraça para os povos terrestres e os seres vivos livres de impostos e agrotóxicos. O progresso está para os que não sentem mais a t[T]erra, ainda estando sobre os sete centímetros dela, no asfalto e no concreto.

Depois de muito tempo de pura ignorância por parte dos homens de poder é que o estado resolve adotar medidas de sustentabilidade – palavra tão recente propagada que escrevendo este texto me apareceu uma rasura de cor vermelha debaixo dela: “sem sugestões de ortografia”, e que eu também não achara no minidicionário da lingua portuguesa. Ou seja, se o progresso é este que primeiro destrói para depois construir e depois cria novas palavras que os “puliticos” e as empresas capitalistas acrescentam em seus discursos e propagandas fascistas, eu prefiro ficar no anti-progresso mesmo. Prefiro viver de forma simples e sentir a t[T]erra como sugere o nosso amigo desobediente dessas condições, o Saci Urbano.

É O… em Terras estrangeiras

Pronto!

Era só uma das coisas que faltava, o  Saci Urbano fazer suas aparições em países estrangeiros. “Eita lasqueira”!…

Foto em Paris -por Eric Marechal

 

Ta lá…Fazendo suas peraltices em Paris, na França. E um pouco mais perto da nossa América, em Cuba, lá naquela ilha independente, terra marcada por muitos “heróis que foram e que continuam sendo de verdade”.

Foto em Cuba - por Eric Marechal

 

…Saudações Sacizistas, povo estrangeiro…

 O que acontece é o seguinte,  apenas o Saci urbano foi viajar pelo mundo, enquanto, eu, seu fiel marcador de aparições, fiquei por aqui mesmo, tomando conta de pautar novas aparições em terra nacional.

Isso logo já faz lembrar de outros causos de sacis (rurais e florestais), que se transportam de certos lugares a outros em forma de Redemoinho de vento.

É… Foi mais ou menos assim. Só que o nosso amigo que “pita de preto” pegou uma carona no projeto Arte de Rua sem Fronteiras do companheiro francês, Eric Marechal.

 Esse cara faz um trabalho sensacional. Leva pôster e lambe-lambes daqui do Brasil e cola em outros lugares do mundo, e traz trabalhos de artistas estrangeiros para colar aqui também.

Por onde ele passa deixa a arte de alguém. Isso, contatando com países de diferentes continentes – eita, como esse ser humano tem o p($)der de viajar em sua forma física -,  compartilhando e difundindo a arte de rua, nas ruas do mundo. Fazendo em muitas intervenções, o diálogo entre os trabalhos de diferentes e distantes artistas.

Portanto, o Saci Urbano, ligeiro que é, aproveitou essa ventania moderna para mostrar sua existência em outros cantos do mundo.

 E não para por aí, visse!… Logo ele fará aparições noutros lugares mais longínquos daqui, das terras dos Tupis, dos boitatás, dos botos e outros caiporas mais.

…Mais Registros Fotográficos de suas apaições lá fora>>>

 

foto Paris - Eric Marechal

foto Cuba - Eric Marechal

Invasão de Seres Folclóricos no SESC Santo André

Está  acontecendo uma exposição muito bacana nessa Instituição de Cunho Cultural.

Como o Mês de Agosto faz referência ao Folclórico Popular, o Saci Urbano aproveitou a brecha e Invadiu a Instituição, levando consigo, personagens que fazem Jus ao tema Sugestivo para as suas aparições em público.

Exposição com caráter Multimídia intitulada  “FOLCLORE URBANO” traz representações de fatos folclóricos e retrata personagens do folclore urbano como a Loira do Banheiro, o Velho do Saco, o Palhaço da Kombi, o Bicho Papão  e outros mais.

E como não poderia faltar, os personagens tradicionais do folclore rural e da mata como o Saci,  Caipora,  Curupira, Lobisomem, a Mula sem Cabeça e o Boitatá, em diversos suportes e formatos, nos traços e formas dinâmicas apresentadas pelo  Artista que assina essa Exposição, e que faz questão de compartilhar os nomes de Brasileiros que indiretamente colaboraram para a realização dessa mostra de arte popular, gratuita a um público que precisa ocupar esses espaços.

São eles:  Marcio Fidelis (Escultor /Artista Plástico), Jailton (Produtor Cultural), Lene (Costureira), Ivair (Marceneiro),  Sivaldo (técnico em manutenção) e Dênis (Designer Gráfico).

O Saci Urbano invadiu o espaço em defesa desse folclore popular e urbano, sempre na sua forma Livre (libertária), em carater de Intervenção, como continua aparecendo nas ruas das cidades metropolitanas.

Exposição FOLCLORE URBANO, de 03 á 31 de Agosto de 2010

de terça-feira á sexta-feira, das 11h ás 21h30

Sábado e Dimingo, das 09h30 ás 17h30

No SESC Santo André, Rua Tamarutaca, 302 Vila Guiomar, Santo André, SP

Tempos de Copa do Mundo

Nesse Período de Copa do Mundo de Futebol o Saci Urbano em meio a suas andanças por essas cidades urbanas percebeu o quanto o povo brasileiro, que se diz “brasileiro”, é facilmente condicionado a obedecer e agir conforme a dança que a grande mídia os impõe.

 

Moda da Copa

“Senhoras e senhores consumistas de todo o Brasil”,

É hora de comprar e vestir as camisetas e os blusões do Time CBF, com cores verde e amarelo.

Façam filas nos supermercados e comprem todos os produtos desnecessários que fazem referência ao “Brasil Hexa”.

Em cada jogo do time CBF preparem seus kits de entorpecentes alcoólicos e façam um carnaval fora de época.

Comprem fogos de artífices para estourarem em cada gol feito pelo time CBF e que não consigamos vir nenhum cachorro na rua.

Se o time CBF ganhar o jogo taí mais um motivo para as senhoras e os senhores estenderem a balada até o início da madrugada.

Esqueçam os problemas:  desigualdade, corrupção e a má educação no ensino público; a má saúde pública e  a violência, a impunidade parlamentar e etc…

Neste período é tempos de torcer, vibrar, se emocionar, consumir, gastar dinheiro com bobagens e tirar uma folguinha no trabalho para se sentirem [quase livres], pois não faltem com o compromisso de assistir os jogos do time CBF pelos novos aparelhos de TV, recentemente adquiridos;

Comprem os produtos da Copa: Bandeirolas, camisetas, Fitas e faixas de cor amarelo e verde, cáu e pigmentos dessas mesmas cores.

Enfeitem suas ruas, calçadas, postes e as fachadas de suas casas, para participarem  da brincadeira e cantarem todos juntos –  “Eu… Sou Brasileiro”… Com muito orgulho… Com muito amor… Oôooo…

E então assistimos o Time CBF composto por jogadores de maioria brasileiros-estrangeiros, que foram mimados pelo capitalismo, agredir moralmente um time de um país vizinho como Chile e em seguida perder a Copa para um time de um país Dominador como a Holanda.

O Time CBF representante do país Brasil perdeu a partida de futebol. Foi desclassificado. Acabou.

Senhoras e senhores… Agora esqueçam tudo… Parem, parem… Joguem todas essas bugigangas de cores amarelo e verde fora e voltem a vida normal.

Continuem sendo “Civis Colonizados”, pois agora não temos mais motivos para torcer pelo time CBF e lembrar que somos “brasileiros”.

Com certeza os “Sacis Urbanos” e seus amigos folclóricos, a Fauna e a Flora, e os povos indígenas foram desde sempre assiduamente brasileiros (amantes e orgulhosos do lugar onde vivem) antes, quando t[T]erras livres, (desconhecida entre as Américas) e depois, quando invadidas por homens que me deixaram com este “Vaz” no meu sobrenome.

Violência pro Lúdico

Vejam a capacidade que os Japoneses teem de implicar a rinha entre os pequenos  animais de estimação… São aqueles bichinhos que a criançada adora e que encaram uma grande depressão, digna de amor e afeto pelo animal quando este passa por desaparecido e/ou, pior, falecido.

 

E ainda tem bruxos com suas magias de efeitos especiais para deturpar o nosso folclore popular com esses “Dementadores” de crianças e adolescentes alienados.

O Saci Urbano não usa de magia e sim da ginga que a floresta e a rua lhe proporcionaram.

 

Saci Urbano e Consumo

Tai uma pergunta: como o Saci Urbano está vivendo nas cidades metropolitanas sem dinheiro? Já que nas florestas os sacis, assim como os povos indigenas, os animais e muitos dos povos Ribeirinhos não precisam necessariamente de dinheiro para sobreviver.

 Bom… Na mata existe a caça e a plantação. Na cidade existe o consumo capitalista (com dinheiro) e o consumo arriscado, o furto (sem dinheiro) para que as pessoas consigam o sustento para se alimentar.

 Hoje na cidade, para se ter dinheiro é preciso ter um emprego; para se ter um emprego é preciso estudar; para poder estudar é preciso se alimentar; para poder se alimentar é preciso ter dinheiro, epa! E quem não tem dinheiro? E se o pai de família não tiver dinheiro?

Hahhh… Então ele pode plantar, né!? Mas se ele não tiver terra na cidade? Já que na cidade as terras são demarcadas por muros e amplamente divididas por homens que teem dinheiro e que, uma vez demarcado por seus proprietários, esses pequenos pedaços de terras ganham o nome de terrenos.

 Ou seja: a criança que não pode estudar porque não consegue se alimentar, por o seu pai não ter dinheiro porque não tem um emprego e nem um terreno, e por fim, serem miseravelmente excluídos, restará então a opção do consumo arriscado. Ou assumir a dignidade e sair catando comida pelas lixeiras como os cachorros e os gatos vira-latas que vivem na sombra da luz.

 

O Saci Urbano não se dá muito bem com o dinheiro, ele acha que essa “espécie” é muito sujo. Mas eu sei que ele também não rouba. Então como ele consegue viver fazendo suas aparições inquietantes nessas cidades tão consumistas? Será que ele ainda faz aquelas velhas e boas peripécias de aparecer de repente em plantações de agro negócio e consumir o alimento direto da terra?

 Hahhh, eu duvido! Ligeiramente esperto que é, já sabendo que estes alimentos de agro negócio estão se desenvolvendo a base de venenos, ele deve é procurar pequenos terrenos esquecidos há anos pelo proprietário, onde em tempos e tempos a passarada faz nascer árvores de frutos, para estas e outras espécies brasileiras, assim como, Sacis Urbanos, cultivarem o fruto ainda que puro: livres de impostos e agrotóxicos.

Você já tem um estilingue?

Mais registros fotográficos das marcas e aparições do nosso amigo legitimamente brasileiro – o Saci Urbano. Que aparece a contento daqueles que se preocupam em valorizar a nossa cultura popular.

É intrigante ver o uso oportuno das imagens dos “nossos” super-heróis, que tanto fizeram parte da nossa vida enquanto criança/adolescente/jovem, e agora adulto: pai e/ou mãe, que põe o filho na frente desses enlatados educativos quando é preciso descansar da vida dura de trabalhador proletariado (ou não, necessáriamente) e esquecemos do dever-prazer  em criar os nossos filhos, sendo este, o ser que será a continuação da nossa hitória.

Muitas vezes dispensamos a educação intuitiva (ou folclórica), porque, hoje, podemos terceirizar a criação e educação dos nossos guris.

E é justo nesse momento que a criança vai se acostumando a fazer parte de uma cultura de massa globalizada, ou até manipulada para a satisfação e imperialismo de um povo, que corrompe o nosso modo de viver, criando personagens infantís e super-heróis “para nos salvar”, nos vendendos guela abaixo, mesmo se tratando de imagens tão bem sucedidas, criadas por estes “preciosos” artistas do capitalismo.

Lançamento Oficial da Série Saci-Anti-Herói

 

Aqui está a marca da aparição do Saci Urbano (foto acima) que faz o lançamento Oficial da Série “Saci-Anti-herói”. 

 Agora é só ficar atento e observar sobre as ruas das cidades, as estilingadas que o Saci Urbano dará nesses “super-heróis”, que há anos, vem exterminando a nossa cultura popular brasileira. 

 Estas marcas das aparições estão localizadas na cidade de São Paulo. Mas já apareceram algumas no ABC também. 

cultura enlatada

 

ratos que fazem mau à cultura brasileira

 

Volte para os Prédios de Manratmam "ispaidermem"

Nova série de aparições…aguardem

Caros visitantes,  faz um tempo que eu não publico sobre aparições do Saci Urbano. Peço a paciência e que vocês  aguardem. Não pensem que o projeto acabou,  é que o perneta atrevido promete novas estripulias a partir de um olhar analítico e curioso sobre tudo que acontece na cidade.

Após um ano e poucos meses com esse projeto, onde o número de aparições já excedeu um cento, o que eu sei, é que esse guri cheirando a enxofre – e que agora se confundi com o monóxido de carbono – está tramando travessuras não tanto comportadas como as últimas feitas até o início desse ano, que, no entanto, lhe deram adjetivos de “bonzinho” e solidário. Agora ele parece  estar um pouco mais agressivo diante as coisas que ele mesmo percebe e que não muda, em relação ao homem.

E como podemos observar, bem como conseqüência da arte de rua, muitas marcas das aparições foram apagadas.

Sem mais de longa… Por enquanto é só… Portanto, aguardem que o Saci há de aparecer quando menos esperarmos.

Saudações sacizistas

É o Saci Urbano à Carioca

Quem chegar no Rio de Busão, vai conferir ao lado da Rodoviária Novo Rio

Nessa semana o Saci Urbano fez suas aparições no Rio de Janeiro, na famosa “cidade maravilhosa”.

 Em tempos de carnaval, ele homenageou o samba após sentir o ar ritimista que os cariocas respiram ali. Marcou presença lá no alto dos Arcos da Lapa para que os turistas de outras cidades do Brasil e também os gringos, que se divertem embarcados no bondinho que passa sobre, pudessem conhecer e se lembrar de sua existência.

quem andar naquele bondinho do Arcos da Lapa vai vir um Saci

Conferiu a grande quantidade de viadutos que atravessam àquela cidade em meio a enorme quantidade de veículos poluentes que por ali trafegam a todo o momento, sob – e/ou sobre – mais um asfalto ordinário de uma grande selva de pedra litorânea.

 O Perneta viajante reparou que a cidade é bonita sim, porém, compreendeu a situação de abandono da região central, com sua vasta herança histórica, cujos prédios e monumentos antigos tomam conta da paisagem urbana entrante conflito entre as ruínas e as novidades arquitetônicas deste novo milênio, como há em todos os grandes centros das grandes capitais.

  Este Saci, mesmo que ainda esteja se adaptando ao ambiente urbano, por inteligência da sua natureza, observou a cidade e chegou à conclusão de que o centro, uma vez construído pelos colonizadores que em sua época tinham a total atenção das autoridades –  por ser uma esplendida construção que simbolizava o avanço da humanidade.

 Mas como tudo fica para fazer a “História”, que servirá de subsídio intelectual para a nova geração de seres humanos que a partir de livros escritos pelos “bbbs” (brancos-burocratas -burgueses) – não necessariamente nesta mesma ordem – , haverão novas construções de novos centros urbanos ao redor-e, aos redores dos antigos centros,  agora “históricos”.

 Então seguindo essa mesma ambição, que faz de uma moderna necessidade humana, marcar o tempo construindo o que serão no futuro, novas ruínas, até não se ter mais lugar geográfico para novas construções.

Talvez seja por isso que a imagem do consciente coletivo ilustra o futuro com prédios e automóveis flutuantes. Porque a “história” feita pelos homens brancos tomaram conta do solo, desrespeitando a t(T)erra, com constantes intervenções à natureza.

pra ser a mascote da copa

 De centro a centro a cidade fica desordenadamente ocupada. Daí vem o desequilíbrio. E cairão desses flutuantes somente aqueles que não tiverem o poder de consumo e outrora o poder tributário para continuar sua vida contemporaneamente ordinária.

em nota: O Saci Urbano não fez muitas intervenções na capital carioca, talvez,  por ter se assustado da forma com que a polícia expõe, da brecha entre o vidro e a janela do carro, o cano de suas enormes armas de fogo – ou é para intimidar os possíveis bandidos que ali estariam exercendo o direito de ir e vir, ou para fazer a propaganda de seus novos equipamentos para a aquisição dos traficantes.

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